MEDIA THOUGHTS – I’M NOT TECHNOPHOBIC, I THINK….

Christmas: what presents in the immaterial world? (Media thought  6/jan/2014-PV) 

As a child I was encouraged to make my own Christmas presents for each member of the family. Me, my sister and my cousins had an aunt that was very committed to spend time with us and nurture this habit, which we still keep, almost as a genealogical trace.

In four decades our presents evolved lots. Such changes reveal trends of the time regarding content and regarding materials; our own sensibilities and abilities; or life events. As we became adults and parents, we kept finding creative ways to display photos with best moments, enchanting smiles and other sorts of memories of our shared life with our own children together. In doing so, we are also passing them the habit of doing it yourself for the ones you love; it makes you spend longer time thinking and wishing for the person you are offering the present to.

Another step of present making was assembling music collections of our own best hits. As a teenager I would spend hours deciding playlists and then drawing and making collages for customized and unique covers of cassette tapes. I continued doing that later on in the 1990s with CDs; and in the 2000s the domestic technologies to film, edit and print became so efficient that this evolved to creating our own DVDs. MedTH1_tape

This last Christmas, however, my enthusiasm and good will were finally defeated by reality. CD or DVD players are becoming extinct. Cassettes are archaeology. Music, dance, films, books, pictures… they are all digital content, migrating from one device to another, crossing miles in cyberspace or passing through the cloud, as MP3s, JPEGs, MOVs, GP3s or PDFs. What’s the point of a DVD when people prefer vimeo or youtube? Nobody will listen to the CD because music now is all in I-tunes.

Many other thoughts could follow from this realization. My present reflexion though is that in the immaterial world we seem to be no longer concerned with content, and instead only interested in the devices. So, the real gift is not the film, or the music, or the book; they have lost currency. The hype in Christmas shopping is to buy devices, from which you can access content. By successfully dematerializing content, corporate industries of ITC, have managed to dominate the material world with their products.

PS – I’m not technophobic, I think. That’s why I am doing a PhD in Dance, New Media and Philosophy.                PV / 6-Jan-2014

Natal: que presentes no mundo imaterial?

Em miúda aprendi a fazer os meus próprios presentes de natal para a família.  Eu, a minha irmã e os meus primos tínhamos uma tia que se dedicava muito tempo a fazer trabalhos manuais connosco, incutindo aquele hábito, que ainda temos, como se fosse uma característica genealógica.
Em quatro décadas os nossos presentes evoluíram muito. Essas mudanças revelam tendências de cada época tanto nos conteúdos como nos materiais; as nossas sensibilidades e capacidades; e mesmo situações de vida. Conforme nos tornámos adultos, e mães ou pais, aprimorámos os modos criativos de dispor fotografias dos melhores momentos, sorrisos encantadores, a outras memórias na nossa vida comum, com as nossas crianças juntas. Ao fazê-lo, estamos a passa-lhes esse hábito de fazermos nós mesmos, para aqueles de que gostamos; isso faz passar mais tempo a pensar e a desejar bem às pessoas às quais se dirigem os presentes.
Outra fase das prendas foi a das colecções musicais dos nossos ‘best hits’. Quando eu era adolescente passava muitas a pensar em ‘play lists’ e a desenhar ou fazer colagens para capas únicas de cassetes áudio. Depois continuei a fazê-lo nos anos 90, com CDs;  e na década de 2000 as tecnologias de produção doméstica para filmar, editar e imprimir tornaram-se tão simples e eficazes que passei mesmo a produzir DVDs.
Este último natal, no entanto, a realidade abalou a minha boa vontade e entusiasmo. Os leitores DVD e CD estão em extinção. As cassetes já são arqueologia. Música, dança, cinema, livros, fotografias… são hoje todos conteúdos convertidos em digital, e migram, como MP3s, JPEGs, MOVs, GP3s ou PDFs, de um dispositivo para outro, atravessando milhares de quilómetros pelo cyberespaço ou dando pequenos pulos entre nuvens (a cloud!). De que serve criar um DVD quando as pessoas preferem o vimeo ou o you tube?  Ninguém vai ouvir o CD! A música agora está toda no I-tunes.
Muitas reflexões poderiam seguir-se a esta constatação. Mas neste momento a  minha preocupação é que no mundo imaterial parece que se perdeu interesse no conteúdo a favor do interesse nos dispositivos. E portanto o que interessa como presente não é o filme, a música, ou o livro, esses desvalorizaram significativamente. O que ‘está a dar’ nas compras de Natal é o dispositivo para acedermos aos conteúdos.  Ao desmaterializarem o conteúdo com tanto sucesso, as indústrias corporativas das TIC conseguiram dominar o mundo material com os seus produtos. (Media thought  6/jan/2014-PV) 
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